O óleo diesel é um combustível essencial, utilizado em veículos de grande porte, máquinas industriais, agrícolas e em geradores de energia elétrica. Após seu período de uso recomendado, o óleo diesel é parcialmente deteriorado. Essa degradação resulta na formação de compostos oxigenados, acúmulo de metais de desgaste, de aditivos, além de outros contaminantes comuns, como a água, a poeira, dentre outras substâncias.
Portanto, é preciso acompanhamento e manutenção constantes para se evitar a contaminação do óleo diesel e os problemas que isso causa. Com o devido controle, podemos reduzir custos de manutenção, aumentando a vida útil dos equipamentos. Discutiremos no post de hoje como determinar os teores admissíveis de metais e outras substâncias responsáveis pela contaminação do óleo diesel.
Problemas da contaminação do óleo diesel
A contaminação do óleo diesel é um dos principais problemas desse tipo de sistema, representando uma das falhas mais comuns da indústria. Segundo especialistas, as três origens mais comuns de contaminantes são a água, as micropartículas suspensas e o uso indevido de combustível misturado.
A presença dessas substâncias traz diversos prejuízos, conforme podemos observar na lista a seguir:
- Prejudica a combustão do diesel.
- Acelera a saturação dos filtros.
- Pode acarretar danos em todo o sistema de combustível.
- Acelera o processo de deterioração do óleo.
- Favorece o desenvolvimento de colônias de bactérias.
- Causa erosão precoce das peças.
- Desregula o motor.
- Reduz a potência.
- Exige maiores taxas de consumo.
Logo, realizar acompanhamento e controle de qualidade efetivo do óleo diesel é essencial para a manutenção do bom estado e desempenho de todo o sistema. Para isso, é muito importante a adoção de parâmetros de avaliação para que se determinem os limites toleráveis de metais e outros contaminantes do óleo.
Avaliando a contaminação do óleo diesel
Primeiramente, monitorar e acompanhar a tendência de aumento da quantidade de metais e outros contaminantes é até mais importante do que uma medida em si. Portanto, é necessário observar e comparar com outros resultados avaliados anteriormente.
Os valores podem ter como parâmetro um óleo diesel em estado novo e ainda sem uso, mas os fabricantes dos equipamentos e do óleo também devem ser consultados objetivando determinar com exatidão os limites ideais de cada sistema. Por meio de análises físico-químicas, é possível avaliar quatro diferentes e importantes aspectos: a água, o TAN, o TBN e a viscosidade. Todos esses encontram-se mais detalhados a seguir.
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Água
Sua presença no óleo impede a ação dos aditivos e gera oxidação. Confira abaixo seus limites toleráveis e as respectivas recomendações:
– 150 ppm a 400 ppm: É necessária a verificação das vedações, dos respiradouros e de outras possíveis portas de entrada de contaminantes, assim como muita atenção em relação à tendência das amostragens futuras.
– 400 ppm a 800 ppm: Deve-se averiguar e corrigir a fonte de contaminação por água com urgência, além de adotar um programa para controle e descarte eficientes.
– Maior que 800 ppm: Riscos de danos graves no equipamento, sendo exigida intervenção imediata para a eliminação da água.
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Viscosidade
Tal característica mede a resistência do fluxo de escoamento do fluido. Veja a seguir os seus limites admissíveis:
– Variação de viscosidade maior que 10% em relação ao óleo novo: Sugere a presença de uma anormalidade ou mais na amostra, sendo necessário monitoramento constante a fim de apurar o seu crescimento.
– Variação de viscosidade maior que 20% em relação ao óleo novo: Risco de prejuízos e graves problemas iminentes, sendo exigida intervenção com urgência.
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TAN
O número TAN indica a quantidade de ácidos presentes no óleo diesel. Se a quantidade apurada for maior que a do óleo novo, é provável a ocorrência de oxidação e outros tipos de contaminação. Se os resultados apontarem para um número maior do que 2, sugere-se a oxidação do óleo usado.
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TBN
Esse valor aponta para a medida de alcalinidade do óleo, ou seja, sua capacidade para neutralizar ácidos. Quando seu resultado indica redução de 50% em relação ao valor de referência do óleo novo, pode haver presença de uma anormalidade ou mais, exigindo acompanhamento mais atento.
Limites admissíveis de quantidade de metais
Como visto anteriormente, visando a melhor interpretação possível dos resultados, é preciso analisá-los ao longo do tempo, de forma a avaliar sua tendência de crescimento. Os valores descritos abaixo se referem a alguns dos principais metais responsáveis pela contaminação do óleo diesel e seus limites.
Vale ressaltar que tais parâmetros são baseados em experiências práticas; também é necessário consultar os fabricantes dos equipamentos e do óleo, buscando determinar com exatidão os limites ideais de cada sistema. Confira a tabela a seguir:
Alumínio (Al) | 30 ppm |
Chumbo (Pb) | 100 ppm |
Cobre (Cu) | 50 ppm |
Cromo (Cr) | 30 ppm |
Ferro (Fe) | 200 ppm |
Silício (Si) | 30 ppm |
Cuide da contaminação do óleo diesel
Todos esses aspectos e parâmetros apontam para a importância de metodologias de avaliação e monitoramento constantes pelo bom estado de equipamentos e sistemas. Nesse sentido, ganha especial destaque o uso de procedimentos como a filtragem e a microfiltragem de óleo. Essas técnicas atuam no controle e na eliminação de agentes contaminantes, evitando a contaminação do óleo diesel.
Tais metodologias podem ser adotadas até mesmo em óleo novo, que já pode vir contaminado de fábrica. Assim, você pode identificar e corrigir problemas de maneira mais rápida e assertiva, reduzindo custos e a necessidade de intervenções mais frequentes.
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